Carbono Azul em Portugal: MARE participa no desenvolvimento do fórum nacional

Investigadores do MARE/ARNET participaram na segunda sessão de trabalho dedicada ao desenvolvimento do Fórum Nacional de Carbono Azul, realizada na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, no âmbito do projeto Gulbenkian Carbono Azul.

 

O MARE esteve representado pelos investigadores Adelaide Ferreira, Helena Adão, Ricardo Melo, Lia Vasconcelos e João Franco, integrando um encontro que reuniu representantes da academia, de instituições públicas, de organizações da sociedade civil e de entidades do setor do mar. O objetivo da sessão foi a coconstrução de uma proposta de funcionamento e de governança para uma futura plataforma nacional dedicada ao carbono azul.

A iniciativa foi promovida pela WWF Portugal, em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian e a BlueZ C, com o apoio da SeaForester e da Direção-Geral de Política do Mar. A sessão combinou momentos de enquadramento estratégico, partilha de perspetivas institucionais, científicas e da sociedade civil, bem como espaços de trabalho colaborativo dedicados à definição dos objetivos, das atividades iniciais e do modelo de funcionamento do futuro Fórum Nacional do Carbono Azul.

Ao longo do encontro, os participantes contribuíram para aprofundar o debate e para consolidar uma visão partilhada sobre o papel do carbono azul no contexto nacional.

O encerramento esteve a cargo do Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, que destacou a importância do carbono azul para o futuro das políticas do mar e para a resposta às alterações climáticas, sinalizando a disponibilidade da tutela para avançar com a coordenação deste fórum.

A presença dos investigadores do MARE/ARNET neste processo reforça o contributo do conhecimento científico para a definição de um quadro nacional de diálogo e coordenação em torno do carbono azul, num momento-chave para a consolidação deste tema nas políticas do mar em Portugal.

 

O que é o Carbono Azul?

“Carbono azul” é a expressão utilizada para designar o carbono capturado e armazenado pelos ecossistemas marinhos e costeiros. Refere-se à quantidade de dióxido de carbono removido da atmosfera por estes ecossistemas promovendo a redução do impacto dos gases de efeito de estufa (GEE) na atmosfera. Em Portugal, os ecossistemas de carbono azul incluem sapais, pradarias de ervas marinhas e florestas de algas (em climas tropicais, consideram-se ainda os mangais).

 

 

Qual a importância de conservar ou restaurar estes ecossistemas marinhos?

Os ecossistemas marinhos e costeiros têm uma capacidade de captação e armazenamento de carbono muito superior à dos ecossistemas terrestres, o que os torna uma solução natural eficaz para mitigar as alterações climáticas. Apesar de ocuparem áreas reduzidas, sequestram carbono a um ritmo muito elevado e retêm-no nos sedimentos por longos períodos. Para além do seu papel climático, estes ecossistemas contribuem para a proteção costeira, a qualidade da água e a conservação da biodiversidade, sendo também fundamentais para a adaptação às alterações climáticas.

 

 

Texto: Vera Sequeira

 

 

     

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