MARE reforça cooperação internacional Portugal-Brasil na área da economia azul

Foi assinado este mês um acordo de cooperação entre a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM), do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), e a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), no Brasil, representando um passo relevante na consolidação de redes internacionais dedicadas ao estudo e valorização sustentável dos recursos oceânicos. Como destacado pelo Diretor da ESTM, e investigador do MARE/ARNET, Sérgio Leandro, o trabalho desenvolvido pelo IPLeiria através da unidade de investigação MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, e do seu Laboratório CETEMARES, foi determinante para o acordo, 

O acordo, assinado no Brasil, no âmbito do IV Fórum de Desenvolvimento da Economia Azul do Rio Grande do Sul, estabelece bases para uma cooperação estruturada entre Portugal e Brasil, reforçando o posicionamento internacional do ecossistema de Inovação Azul de Peniche, através da ESTM-IPLeiria e do Hub Azul Peniche - Smart Ocean. Criará uma ponte de mobilidade de estudantes, docentes e investigadores, bem como no desenvolvimento de projetos de investigação e inovação conjuntos. De acordo com artigo do jornal Público, o modelo é baseado num living lab costeiro, abrange áreas como o turismo marítimo, pescas, aquacultura, biotecnologia azul e inovação social, promovendo uma abordagem multidisciplinar à economia do mar. “O que estamos fazendo é a partilha de conhecimentos e projetos nesse âmbito da economia azul. É uma oportunidade para que empreendedores brasileiros possam beneficiar do que está a ser construído em Peniche. E o protocolo é uma iniciativa para crescermos em conjunto, dadas as experiências que existem na região Oeste de Portugal e no Brasil, onde ambos têm grande potencial”, afirma Sérgio Leandro.

O MARE assume um papel estratégico enquanto catalisador científico de soluções inovadoras para os desafios do mar. A investigação desenvolvida pelos vários grupos de investigação do MARE-IPLeiria tem vindo a fomentar uma abordagem que articula investigação fundamental e aplicada com as necessidades do território e da indústria. Este acordo constitui, assim, não apenas um marco institucional, mas também um exemplo concreto de como a cooperação científica pode impulsionar a economia azul e contribuir para um futuro mais sustentável.

 

Fotografia por ESTM-IPLeiria